AGOSTO 2010

cafésolo

quarta-feira, 15 de julho de 2009

ÁLCOOL & A TEORIA DO CAOS






Não vales mais que a minha comiseração,
a réstia vazia de uma lâmpada fundida,
o medo infantil de dormir no escuro
a página vazia do jornal que não se lê.

És a merda toda de uma vida comprometida,
és o fel da castração repugnante imoral,
és o fosso do poço escuro e tenebroso
das lágrimas que finges no meu funeral,
o asco sentido pela gente decente,
o esgoto da cidade que se vem no rio,
o pior orgasmo que recordas pra sempre,
o bolso sonegado, roto e vazio.

És a alegria zarolha do lusco fusco,
presente no palco de um teatro em ruína,
a infelicidade perdida da frase sinistra
do desditoso momento da pega na arena,
a viagem mais curta da vida dos tristes,
o trago derradeiro

do caloiro 'zote. És o copo vazio,
cruel inclemente, inflexão imperfeita,
"má fortuna" erros nossos?

9 comentários:

  1. Conterrâneo, tens aqui alguns bons versos. ;)

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  2. looooooooooooooooooool por acaso nunka pensei k um poeta disse se merda :))))

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  3. simplismente,arrebatador..........

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  4. Enfia essa merda tods no Cu seu bosta.

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  5. Um bocado deslocado da linha que vinhas seguindo a tua, escrita mas tá invulgar...

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  6. O caos não passa mesmo de uma teoria de copo vazio!
    Beijinhos Miguel.
    (Gostei!)

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