
Como eram [ou são] antigos esses tempos
de que te lembras. As músicas eram hinos
de vanguarda – como vanguardistas éramos
quase todos. Usava-se o preto, os blazers
de corte antigo – do tempo da sarja (não sei bem –
nunca fui "muito dado" às costuras) e as botas
ou sapatos «Dr.Martens» – arredondando-nos à vida?
Havia [sempre] "um quê" de punk misturado entre nós.
Havia [sempre] "um quê" de punk misturado entre nós.
Uma mega-infância feliz. A música chegava-nos
via cassete – dos quatro cantos do mundo –
e os bolsos, apesar de mais leves, faziam-nos
hiper-felizes sem pestanejar. Subíamos as ruas
mais íngremes de Coimbra, por académicas calçadas
& sorrisos estouvados. E as memórias que se relevam
de ti, talvez ainda vivam hoje, entre a medula mais
profunda e dispersa – o coração mais rijo da memória.
de ti, talvez ainda vivam hoje, entre a medula mais
profunda e dispersa – o coração mais rijo da memória.
Talvez a memória tenha mesmo coração... talvez por isso às vezes nos bata com tanta violência no peito das lágrimas...
ResponderEliminarBeijinho grande e um Natal muito feliz, Miguel!