
Hoje o dia acordou cinza.
É uma espécie de alçapão
aberto no céu. São estas
águas quem mais nos des-
acerta o passo [já por si] lento,
dir-se-ia: arrastado, até.
Lento como o olhar arrastado
para além da espessura rude
do cimento molhado, esse odor
[marcado à largura do chão.
para além da espessura rude
do cimento molhado, esse odor
[marcado à largura do chão.
Cinza que nos atravessa todos os avessos.
ResponderEliminarBeijinhos, primo
Cinza por fora e por dentro.
ResponderEliminaro dia cinza, pra que abrir mais portas, ficamos com esta imagem nas retinas congeladas ate que o dia amanheca, a cidade acorde dentro de nós.belíssimo poema que entra no abissal reconcavo das nossas almas...
ResponderEliminarlindo amigo...depois de ler saímos em busca do nosso próprio chão.
passando pra deixar um beijo e um lindo final de semana e muitas paz ...
Lindo isso, e triste de doer!
ResponderEliminarPara refletir; e estarão sempre juntos em linhas paralelas, a dor e o amor. Muitas vezes abrimos portas que não conseguímos fechar.Em outras, encurralamo-nos nas frestas cinzas de certas recordações.
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