
Reflecte-se futuro no meu copo;
no astro que se afasta e traz gelo
aos restos que restam no vidro.
E há uma voz seca – árida até –
que sempre me encontra só,
sentado à mesma mesa de sempre.
Resquícios de vida repetidos, nós
de silêncio. E é noite no deserto que
atravessamos. No balcão de serviço
de silêncio. E é noite no deserto que
atravessamos. No balcão de serviço
sobra o teu pedido, a nossa vez?
Um rasto que nos rastra por dentro,
a sede que nos rasga o coração.
Mesmo a trabalhar é sempre agradável ler um lindo poema. Parabens
ResponderEliminarEnquanto atravesso o deserto da minha noite, a poesia visita-me, como um luar quente. Bom, Miguel.Fazes bem em não esbanjar a tua poesia noutras vitrinas.
ResponderEliminarObrigado pelos vossos comentários,
ResponderEliminarum bem aja!
A sede é uma coisa terrível... Ainda bem que vamos encontrando fontes pelo caminho!
ResponderEliminarBeijinho, Miguel
Beijinho Virgínia,
ResponderEliminar& até breve! :)
Olá Luciano.
ResponderEliminarEm primeiro lugar devo agradecer o seu elogio. Depois, gostaria de esclarecer que neste blogue apenas se escreve poesia, assim sendo, os blogues ou links que aqui constam, têm sempre o pressuposto de estarem ligados ou à poesia ou à literatura, talvez por isso ache sinceramente, que o barbitúrico não deve ser o blogue mais indicado para fazer o tipo de promoção que procura.
Um abraço, e continuação de um bom trabalho.