
Aqui te deténs permitindo o avanço
– da vida – diante a terra batida por
entre canteiros de rosas como este
final da tarde neste resto de verão.
final da tarde neste resto de verão.
Momentos há em que a verdade que
nos sobra torna à boca como a clara
nos sobra torna à boca como a clara
oportunidade que temos para tentar
tudo de novo, de frente para a nossa
própria finitude: dentro de uma certa
validade onde todas as datas se inscrevem;
– como o bom vinho que nos resta ou apraz
beber – para além de toda e qualquer breve
existência que não nos pertence. O oráculo
deixado ao acaso (por ex.) aviva escaparates
da memória como a verdadeira oportunidade
deliberadamente perdida ao ritmo sintético
da nossa história; & a mensagem que nos
resta seguir fica tão simples:
deixado ao acaso (por ex.) aviva escaparates
da memória como a verdadeira oportunidade
deliberadamente perdida ao ritmo sintético
da nossa história; & a mensagem que nos
resta seguir fica tão simples:
“Observa o interior da tua alma”
Pelo resto que te observa e avança
diante as linhas que se estreitam
pelo pulsar do coração.
diante as linhas que se estreitam
pelo pulsar do coração.
Sabe já da minha admiração pelo que escreve. Não vale a pena repetir-me. Leio-o, pois, como "barbitúrico da alma".
ResponderEliminarObrigada
Mel
PS: justíssimo o convite a que integre a nova revista.
Obrigado, Mel de Carvalho! :)
ResponderEliminarBeijinho
"a céu aberto, todo o sangue estanca", disse eu a propósito. Mas tu disseste tanto mais e tão bem.
ResponderEliminarBeijinho :)